Exame BERA sem sedação

protocolo baseado em evidência científica, com conforto para o seu filho

O que é o exame BERA/PEATE?

O BERA (Brainstem Evoked Response Audiometry) ou PEATE (Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico) é um exame que avalia a integridade das vias auditivas e possibilita estimar os limiares auditivos, ou seja, o quanto o bebê ou a criança escuta, sem a necessidade de uma resposta comportamental.

É um exame objetivo, não invasivo, que pode ser realizado desde o período neonatal até a fase adulta.

O BERA/PEATE avalia a audição desde o nervo coclear até o tronco encefálico, verificando se o caminho percorrido pelo som está funcionando adequadamente. Quando o objetivo é estimar o quanto a criança escuta, ou seja, determinar os limiares auditivos, o exame deve ser realizado em diferentes frequências — graves, médias e agudas — e em cada ouvido separadamente.

Criança dormindo enquanto faz o exame bera/peate sem sedação

O que é importante saber sobre o exame BERA/PEATE?

O exame BERA/PEATE realizado somente com o estímulo clique avalia a integridade das vias auditivas, mas não permite estimar os limiares auditivos de forma específica nas diferentes frequências e, não fornece um mapa completo do quanto a criança escuta.

Nosso protocolo inclui a realização do PEATE por frequência específica em todos os pacientes pediátricos, além do PEATE por clique.

Nossos exames são realizados em sala acusticamente tratada, proporcionando um ambiente mais tranquilo e confortável para a criança e sua família. Além do controle acústico, esse espaço oferece uma vantagem especialmente importante na avaliação infantil: permite que a criança permaneça próxima aos pais ou no colo do acompanhante, com maior liberdade e conforto do que em uma cabine audiométrica convencional.

Por que realizar o BERA/PEATE por frequência específica?

O BERA/PEATE por estímulo clique avalia a integridade da via auditiva, mas isoladamente não é suficiente para confirmar ou descartar, de forma precisa, a presença de perda auditiva. Para isso, utilizamos estímulos específicos por frequência — como o tone burst —, avaliando, no mínimo, as frequências de 500, 2.000 e 4.000 Hz (podendo incluir também 1.000 Hz, quando clinicamente necessário), abrangendo sons graves, médios e agudos.
Essa combinação permite estimar os limiares auditivos e a configuração audiométrica, formando um verdadeiro "mapa da audição da criança". É uma avaliação objetiva, recomendada para estimar o grau, a configuração e o tipo de perda auditiva, quando presente, na população pediátrica (American Academy of Audiology, 2020).
Embora o BERA/PEATE por frequência específica seja reconhecido como prática recomendada na avaliação audiológica infantil, os protocolos utilizados variam entre os serviços de diagnóstico — muitos realizam o exame apenas com o estímulo clique. Na nossa clínica, nosso protocolo inclui a avaliação com o estímulo clique e estímulos por frequência específica em todos os pacientes pediátricos.

Acima, você confere algumas fotos que mostram a realização do exame. Todas as imagens foram feitas mediante a assinatura do termo de consetimento pelos pais ou responsáveis.

Como é o realizado o BERA/PEATE?

O BERA/PEATE é indolor e não invasivo. Após a limpeza da pele, são posicionados eletrodos descartáveis e fones de inserção, que captam a resposta auditiva aos sons apresentados.
Na nossa clínica, realizamos o exame com um equipamento que utiliza tecnologia de processamento de sinal avançada, desenvolvida especificamente para registrar potenciais evocados auditivos em condições clínicas mais desafiadoras — como é o caso de crianças pequenas ou com dificuldade de permanecer completamente imóveis.
Sempre que possível, priorizamos o sono natural da criança, que continua sendo a condição ideal para o registro. Quando ela acorda ou não consegue dormir, ainda é possível prosseguir, desde que permaneça muito quieta e tranquila — por isso, muitas vezes a criança pode assistir, sem som, a um desenho de sua preferência durante o exame.
Vale destacar: mesmo com toda a tecnologia disponível, algumas condições precisam ser respeitadas, e em situações pontuais o exame pode precisar ser complementado ou reagendado. A sedação e a anestesia continuam sendo necessárias em determinados casos e, quando indicadas, devem ser realizadas por equipe médica habilitada, em ambiente apropriado e com monitoramento adequado.
O exame é realizado com um sistema desenvolvido para aquisição de potenciais evocados auditivos em condições de maior interferência elétrica e miogênica. A tecnologia de processamento do sinal permite reduzir o efeito de determinados tipos de ruído durante o registro, o que pode possibilitar a realização do PEATE sem sedação mesmo em algumas crianças acordadas, desde que permaneçam suficientemente quietas.

Experiência e dedicação de especialistas

A clínica é supervisionada pela fonoaudióloga Dra. Andreia Lot, especialista em exame BERA / PEATE.

A profissional é especialista em Audiologia registrada no Conselho Federal de Fonoaudiologia; possui Mestrado em Ciências pela Escola Paulista de Medicina da UNIFESP e é Doutora pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Além disso, a clínica conta com fonoaudiólogos especializados em audiologia infantil.

Diferenciais da clínica

Exame sem sedação, com avaliação por frequência específica em todas as crianças, sala acusticamente tratada e dupla checagem nos testes comportamentais. Tudo baseado em evidência científica e nas principais recomendações em Audiologia Pediátrica.

Leia mais

Perguntas frequentes sobre o exame BERA/PEATE

Diagnóstico precoce da perda auditiva

Essencial para crianças de qualquer idade e adultos que apresentem dificuldade em realizar testes auditivos convencionais.

Diagnóstico diferencial para Transtorno do Espectro Autista (TEA)

Crianças com suspeita de TEA frequentemente apresentam comportamentos que dificultam a avaliação auditiva convencional, como falta de resposta a sons, ausência de contato visual e resistência a instruções. Esses comportamentos podem ser confundidos com perda auditiva, tornando o diagnóstico diferencial essencial antes de qualquer encaminhamento.

O BERA/PEATE é o exame mais indicado nesses casos, justamente por ser objetivo e não depender da cooperação da criança. 

Esse resultado é fundamental para a equipe multidisciplinar que acompanha a criança, orientando fonoaudiólogos, neuropediatras e psicólogos na definição do plano terapêutico mais adequado.

Avaliação da maturidade das vias auditivas

Indicado em recém-nascidos com hiperbilirrubinemia, onde o desenvolvimento auditivo pode estar comprometido.

Investigação de zumbido

Utilizado para identificar possíveis causas do zumbido, ajudando no diagnóstico e tratamento.

Detecção de problemas retrococleares

Auxilia na identificação de lesões no nervo auditivo ou tronco encefálico.

Diagnóstico de tumores no nervo auditivo

O exame pode detectar tumores, como o neuroma acústico, que afetam o nervo auditivo.

Doenças neurológicas

Utilizado em condições como esclerose múltipla, leucodistrofias, doença de Alzheimer e tumores intracranianos da fossa posterior.

Avaliação de perdas auditivas induzidas por ruídos elevados

Confirma e monitora os limiares auditivos em casos de exposição a níveis elevados de pressão sonora (PAINPSE).

Monitoramento intraoperatório

Usado durante cirurgias da fossa craniana para garantir a preservação das funções auditivas.

Monitoramento em pacientes críticos

Indicado para pacientes em coma ou sedados na UTI, avaliando o prognóstico e auxiliando no diagnóstico da morte encefálica, especialmente em potenciais doadores de órgãos.

Exame de crianças e adultos difíceis de avaliar

Ideal para pessoas com dificuldades em realizar exames auditivos subjetivos.

Quando seu filho pode precisar deste exame?

Existem situações que podem indicar a necessidade de uma avaliação auditiva objetiva. Quando limitações relacionadas à idade, ao neurodesenvolvimento ou a outros fatores dificultam a obtenção de respostas comportamentais confiáveis, a avaliação pode ser inconclusiva, tornando necessário o uso de medidas eletrofisiológicas (Hall, 2016; JCIH, 2019).
O exame pode ser indicado, por exemplo, nas seguintes situações:
• Resultado não satisfatório na Triagem Auditiva Neonatal — quando o bebê não passa no Teste da Orelhinha e precisa prosseguir com a investigação para confirmar se há perda auditiva e estimar o quanto escuta.
• Indicadores de risco para perda auditiva — recém-nascidos e crianças com condições clínicas que exigem avaliação e acompanhamento auditivo específicos.
• Idade ou desenvolvimento que dificultam a avaliação comportamental — bebês e crianças pequenas que ainda não conseguem responder de maneira confiável à audiometria.
• Atraso na fala, na linguagem.

Laudo e reembolso

Disponibilizamos laudo detalhado e recibo, que podem ser utilizados para solicitação de reembolso junto ao convênio médico A nossa clínica não trabalha diretamente com convênios.

Agende agora(11) 99109-6767o exame BERA

Não trabalhamos com convênios médicos, mas oferecemos recibo para reembolso.

Fga. Dra. Andreia Lot

Fga. Dra. Andreia Lot

Conteúdo escrito e revisado por Andreia Lot - CRFa/SP 2109-6

Fonoaudióloga, especialista em Audiologia Clínica. Mestre em Ciências pela UNIFESP/EPM e Doutora pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP. Atua há mais de 25 anos em avaliação auditiva e possui ampla experiência na realização e interpretação do PEATE/BERA em bebês e crianças, incluindo avaliações realizadas sem sedação sempre que as condições clínicas e de registro permitem.

Última revisão: setembro de 2026

Conheça a trajetória profissional de Andreia Lot

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