O BERA (Brainstem Evoked Response Audiometry) ou PEATE (Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico) é um exame que avalia a integridade das vias auditivas e possibilita estimar os limiares auditivos, ou seja, o quanto o bebê ou a criança escuta, sem a necessidade de uma resposta comportamental.
É um exame objetivo, não invasivo, que pode ser realizado desde o período neonatal até a fase adulta.
O BERA/PEATE avalia a audição desde o nervo coclear até o tronco encefálico, verificando se o caminho percorrido pelo som está funcionando adequadamente. Quando o objetivo é estimar o quanto a criança escuta, ou seja, determinar os limiares auditivos, o exame deve ser realizado em diferentes frequências — graves, médias e agudas — e em cada ouvido separadamente.
O exame BERA/PEATE realizado somente com o estímulo clique avalia a integridade das vias auditivas, mas não permite estimar os limiares auditivos de forma específica nas diferentes frequências e, não fornece um mapa completo do quanto a criança escuta.
Nosso protocolo inclui a realização do PEATE por frequência específica em todos os pacientes pediátricos, além do PEATE por clique.
Nossos exames são realizados em sala acusticamente tratada, proporcionando um ambiente mais tranquilo e confortável para a criança e sua família. Além do controle acústico, esse espaço oferece uma vantagem especialmente importante na avaliação infantil: permite que a criança permaneça próxima aos pais ou no colo do acompanhante, com maior liberdade e conforto do que em uma cabine audiométrica convencional.
Acima, você confere algumas fotos que mostram a realização do exame. Todas as imagens foram feitas mediante a assinatura do termo de consetimento pelos pais ou responsáveis.
A clínica é supervisionada pela fonoaudióloga Dra. Andreia Lot, especialista em exame BERA / PEATE.
A profissional é especialista em Audiologia registrada no Conselho Federal de Fonoaudiologia; possui Mestrado em Ciências pela Escola Paulista de Medicina da UNIFESP e é Doutora pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
Além disso, a clínica conta com fonoaudiólogos especializados em audiologia infantil.
Exame sem sedação, com avaliação por frequência específica em todas as crianças, sala acusticamente tratada e dupla checagem nos testes comportamentais. Tudo baseado em evidência científica e nas principais recomendações em Audiologia Pediátrica.
Essencial para crianças de qualquer idade e adultos que apresentem dificuldade em realizar testes auditivos convencionais.
Crianças com suspeita de TEA frequentemente apresentam comportamentos que dificultam a avaliação auditiva convencional, como falta de resposta a sons, ausência de contato visual e resistência a instruções. Esses comportamentos podem ser confundidos com perda auditiva, tornando o diagnóstico diferencial essencial antes de qualquer encaminhamento.
O BERA/PEATE é o exame mais indicado nesses casos, justamente por ser objetivo e não depender da cooperação da criança.
Esse resultado é fundamental para a equipe multidisciplinar que acompanha a criança, orientando fonoaudiólogos, neuropediatras e psicólogos na definição do plano terapêutico mais adequado.
Indicado em recém-nascidos com hiperbilirrubinemia, onde o desenvolvimento auditivo pode estar comprometido.
Utilizado para identificar possíveis causas do zumbido, ajudando no diagnóstico e tratamento.
Auxilia na identificação de lesões no nervo auditivo ou tronco encefálico.
O exame pode detectar tumores, como o neuroma acústico, que afetam o nervo auditivo.
Utilizado em condições como esclerose múltipla, leucodistrofias, doença de Alzheimer e tumores intracranianos da fossa posterior.
Confirma e monitora os limiares auditivos em casos de exposição a níveis elevados de pressão sonora (PAINPSE).
Usado durante cirurgias da fossa craniana para garantir a preservação das funções auditivas.
Indicado para pacientes em coma ou sedados na UTI, avaliando o prognóstico e auxiliando no diagnóstico da morte encefálica, especialmente em potenciais doadores de órgãos.
Ideal para pessoas com dificuldades em realizar exames auditivos subjetivos.
Existem situações que podem indicar a necessidade de uma avaliação auditiva objetiva. Quando limitações relacionadas à idade, ao neurodesenvolvimento ou a outros fatores dificultam a obtenção de respostas comportamentais confiáveis, a avaliação pode ser inconclusiva, tornando necessário o uso de medidas eletrofisiológicas (Hall, 2016; JCIH, 2019).
O exame pode ser indicado, por exemplo, nas seguintes situações:
• Resultado não satisfatório na Triagem Auditiva Neonatal — quando o bebê não passa no Teste da Orelhinha e precisa prosseguir com a investigação para confirmar se há perda auditiva e estimar o quanto escuta.
• Indicadores de risco para perda auditiva — recém-nascidos e crianças com condições clínicas que exigem avaliação e acompanhamento auditivo específicos.
• Idade ou desenvolvimento que dificultam a avaliação comportamental — bebês e crianças pequenas que ainda não conseguem responder de maneira confiável à audiometria.
• Atraso na fala, na linguagem.
Disponibilizamos laudo detalhado e recibo, que podem ser utilizados para solicitação de reembolso junto ao convênio médico A nossa clínica não trabalha diretamente com convênios.
Não trabalhamos com convênios médicos, mas oferecemos recibo para reembolso.

Conteúdo escrito e revisado por Andreia Lot - CRFa/SP 2109-6
Fonoaudióloga, especialista em Audiologia Clínica. Mestre em Ciências pela UNIFESP/EPM e Doutora pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP. Atua há mais de 25 anos em avaliação auditiva e possui ampla experiência na realização e interpretação do PEATE/BERA em bebês e crianças, incluindo avaliações realizadas sem sedação sempre que as condições clínicas e de registro permitem.
Última revisão: setembro de 2026
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